Caçadas Alecrim da Fórnea

Um espaço de imagens de momentos de caça, textos de opinião, histórias, espécies cinegéticas, legislação, armas e munições de caça, cães e culinária, resultantes de experiências e vivências pessoais, que aqui são relatadas para partilhar e mais tarde recordar.

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quarta-feira, 31 de julho de 2013

domingo, 28 de abril de 2013

Rolas...

Um novo regresso e ao mesmo eucalipto.
No ano passado tinha conseguido fazer uns retratos e este ano já estão na "galeria"...

Porto de Mós, 25/04/2013, pelas 19h00




O ano passado foi assim...Rolas, rolas, rolas (clicar aqui) 

quarta-feira, 27 de março de 2013

PERDIZ FRITA NA CAÇAROLA

Victor Pires regressa ao "Alecrim da Fornea" com mais uma receita, desta vez não de sua autoria, mas da sua tia Esmeralda Lopes.




PERDIZ FRITA NA CAÇAROLA

Ingredientes:
  • 2 perdizes;
  • 1 generosa cabeça de alho;
  • 2 folhas de louro;
  • Pimenta;
  • 2 dl de azeite;
  • 1,5 dl de vinho palheto caseiro (preferencial) ou branco seco;
  • 1 malagueta;
  • Sal grosso.
Preparação da perdiz:
  • Depenam-se as perdizes, chamuscam-se e lavam-se para libertar os resíduos do chamusco.
  • Abrem-se ao meio pelo peito e tentam-se limpar por dentro com o menor recurso a água possível, para conservar o seu pouco sangue. Isto é possível quando as Rainhas da Caça, após serem cobradas, com o auxilio de um pau de esteva (!) lhe são retiradas as tripas inteiras pelo ânus (1) e quando as vísceras não são danificadas pela chumbada.
  • Cortam-se em oitavos, salgam-se bem dos dois lados, polvilham-se com pimenta a gosto, pica-se os dentes de alho grosseiramente e junta-se com o louro (sem caule interior) e o vinho às nossas Rainhas. Mexe-se para tornar a marinada uniforme.
  • De seguida passa-se um fio de azeite na marinada e volta-se a misturar. Reservar pelo menos uma duas horas para absorver bem estes temperos e parte do seu sangue se diluir no vinho. O azeite como vem sempre ao de cima (!), ajuda a selar a marinada e a preservar todos os sabores originais. 
Preparação da fritura:
  • Num tacho de barro com tampa, deita-se azeite e junta-se os pedaços das perdizes previamente escorridos da marinada e dos seus sólidos. Reserva-se a marinada.
  • Tapa-se bem o tacho para se perder o mínimo de vapores e deixam-se fritar em lume brando para que "cozam" lentamente no azeite. Voltar os pedaços com regularidade.
  • Dependendo de se tratar de perdizes velhas ou de um ano, de perdigões ou de perdizes fêmeas  esta fritura inicial durará em média 1 hora.
  • Quando estiverem loirinhas e já se apresentarem uma textura suave, começando a deixar espetar o garfo, separa-se o louro e os alhos da marinada e junta-se às perdizes, bem como a malagueta. Reserva-se o vinho da marinada.
  • Quando os alhos começarem a alourar junta-se o vinho da marinada, deixando-se fritar até apurar, mas de modo a que o vinho não evapore na totalidade e se queime todos os seus sucos.
Serve-se como petisco ou entrada, com um bom pão caseiro ou alentejano e acompanhada com um bom vinho tinto.

Esta é a receita da minha Tia Esmeralda Lopes, que de forma paciente continua a fazer deste prato um ritual. Afirma, insistentemente  que o segredo de uma perdiz...é ser brava, ser confeccionada com um bom azeite caseiro, um bom vinho da terra (palheto), uns bons e suculentos alhos caseiros e...muita paciência!

Experimentem...garantidamente um manjar de Reis  pois os ingredientes e modo de confecção, realçam todo o sabor genuíno e único...das Rainhas da Caça!!!

E nunca esquecer que a Caça não é desporto...é paixão!

Victor Pires



Nota:
(1) Antigo método usado pelos caçadores rurais para conservar e preservar a qualidade da carne, colmatando assim a inexistência de refrigeradores.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Últimas imagens da época 2012/2013

Para terminar a época, uma batida às raposas na ZCA de Alvados/Alcaria, em 24/02/2013, com muito frio!!



Arrumadas as armas, começa a CANON com as caçadas fotográficas...

sexta-feira, 1 de março de 2013

Montaria da A. Caçadores da F. de Belver - 23/02/2013

Sábado, 23/02/2013
Outeiro Fundeiro, Belver

Mais uma vez a aldeia de Outeiro Fundeiro, na freguesia de Belver e concelho do Gavião, recebeu uma "mão cheia" de caçadores para a anual montaria ao javali, organizada pela Associação de Caçadores da Freguesia de Belver.
Como nos dois últimos anos (Montaria -2011 e Montaria - 2012) participei na mesma, pois para mim, tem um gosto especial, onde "jogo em casa", no meio de familiares e amigos!
Uma boa organização entre a Associação de Caçadores e os elementos do Centro de Cultura e Recreio Outeirense, permitiu que os caçadores, e alguns não caçadores, pudessem desfrutar de um excelente pequeno-almoço e almoço. 
Embora este ano a minha BROWNING 9,3x62 não tivesse "cantado", ainda fizeram parte do quadro final oito javalis.

Para a posteridade... 











Para as duas associações os meus parabéns!
João Pereira

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

3ª Festa dos Sabores da Caça - Alcaria, Porto de Mós

Pelo terceiro ano consecutivo a aldeia de Alcaria, no concelho de Porto de Mós, recebe mais uma Festa dos Sabores da Caça...



A visitar!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O amor está no ar! (alectoris rufa)

29/01/2013, 12h10, perto de Porto de Mós

Da janela da minha casa avisto dois novos vizinhos, duas perdizes vermelhas, um casal, que amagadas apanhavam "banhos de sol".
Pouco tempo me deram para um bom "retrato" assim que foram descobertas.
Pois...tambem eu ficava chateado!!!! eh! eh!



Espero que permaneçam por aqui mais tempo!!!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Arroz de Pombo Bravo

Mais uma vez, pela mão do amigo Victor Pires, este blog, e eu pessoalmente, tenho todo o prazer de servir mais uma receita de caça da sua autoria.
O protagonista, o Pombo Bravo!
Para ti Victor, fica aqui o meu sincero abraço...continua!

ARROZ DE POMBO BRAVO

Ingredientes:
  • 2 Pombos;
  • 1 dl. de azeite;
  • 2 colheres de banha;
  • 0,5 lt de vinho branco;
  • 1 pequeno cálice de bagaço;
  • 1 cebola grande ou 2 médias;
  • 4 dentes de alho;
  • 1 folha de louro;
  • 1 colher de sobremesa bem cheia de Ervas de Provense;
  • Moinho de pimentas 5 bagos;
  • 1 malagueta
  • sal
  • 4 dl. de arroz agulha Cigala
  • Água

N.B.: O recipiente de 1 dl, que serve de medida, tanto para os líquidos, como para o arroz. O arroz tem como medida 1 dl por pessoa.

PREPARAÇÃO DOS POMBOS
  • Depenam-se os pombos, chamuscam-se e lavam-se para libertar os resíduos da queima.
  • Abrem-se ao meio e tentam-se limpar por dentro, com o menor recurso a água possível para conservar o seu pouco sangue.
  • Cortam-se em quartos, salgam-se dos dois lados e polvilham-se com pimenta a gosto.
  • É conveniente reservar umas horas com a parte interior para cima, para absorver bem estes temperos.

PREPARAÇÃO DO COZINHADO
  • Num tacho de barro sempre com tampa, junta-se o azeite e a banha e dispõem-se os pombos para uma passagem em lume brando. A banha vai ajudar a "cozer" um pouco a sua carne brava e o azeite a apurar a sua textura.
  • Quando os pombos tiverem lourinhos, junta-se a cebola e os alhos picados, o louro, a malagueta e as Ervas de Provence.
  • Quando a cebola ou os alhos começarem a alourar, junta-se o vinho e o cálice de bagaço e deixa-se ferver 10 a 15 minutos até o aroma do vinho ficar brando.
  • Cobre-se os pombos com água, tapa-se e deixa-se ferver em lume brando até a carne deixar espetar o garfo, mas sem perder a sua natural firmeza.  Um dos sinais deste ponto, é quando o corte do peito começa a evidenciar que a carne está a separar-se do osso. Está no ponto!
  • Até atingir o ponto de cozedura e caso o preparado seque, juntar uma medida de vinho branco, duas de água e rectifique o sal.
  • Quando os pombos estiverem cozidos, retirar os pombos, destapar o tacho e deixar apurar bem.
  • Juntar ao preparado o arroz e deixar "fritar" 1 ou 2 minutos. Em seguida juntar o dobro das medidas de água e mais uma.
  • Tapar e deixar cozer 10 minutos, após o qual deverá provar o arroz para verificar a cozedura e rectificar o sal. Juntar água se necessário para que o arroz fique malandrinho.

Juntar ao arroz o pombo e misturar. Dispor o tacho na mesa e servir quando o arroz deixar de fervilhar.

Bom apetite e não esquecer, que a caça não é desporto...é Paixão!

Victor Pires
2012/01/20

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Montaria da Associação de Caçadores de Monte Alvão

Santiago da Guarda, 12/01/2013

Uma noite chuvosa e um inicio de manhã idêntico não agouravam boas perspectivas monteiras, mas para caçador que é caçador, não há chuva e frio que meta medo!!!
Nestas condições partimos para Santiago da Guarda, concelho de Ansião, onde o amigo António Rodrigues nos aguardava para a 1ª montaria desta época cinegética, organizada pela Associação de Caçadores de Monte Alvão.
Após uma recepção calorosa, dentro do bom espírito monteiro, e no ambiente agradável do restaurante "O Caracol", foi possível preparar o "estômago" para as horas que se seguiam. 


Como mandam as regras, o discurso do director da montaria e as habituais recomendações, que, para os mais esquecidos convêm sempre relembrar...


No posto...


O regresso...


A preparação do quadro de caça...


O quadro final e a foto de grupo...



Para terminar, fica aqui o meu elogio à organização, que pontuou positivamente em todos os aspectos!

P.S. - Um pormenor interessante na organização desta montaria: 
Os acessos à mancha estavam devidamente sinalizados com fitas sobre os caminhos e com informação escrita que estava a decorrer a montaria.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Nascer e pôr do sol...na caça (2013)

Na continuidade do post Nascer e o pôr do sol...na caça ficam aqui os dados referentes à sua hora legal, ou seja, a partir do momento em que se pode começar a caçar e quando temos que terminar a jornada de caça.
Claro, salvo as excepções... 


Toda a informação em Observatório Astronómico de Lisboa
É só procurar o PDF com os dados relativos ao nascer e ocaso do sol na cidade mais próxima (Coimbra, Faro, Lisboa...).

No próximo domingo os tordos só podem começar a cair depois das 07h55...
Continuação de boas caçadas!